domingo, 20 de julho de 2008

Aos 30


É estranho escrever sobre idade, afinal todo ano a gente está com uma nova. Nunca tive problemas em relação a idade, nunca “escondi” ou menti minha idade, alías tenho orgulho dela, de cada ano vivido, das novas experiências adquiridas... Mas confesso que quando estava perto de chegar ao meu trigésimo aniversário, deu um “frio na barriga”, uma sensação de que já deveria ter tudo definido na vida (profissão, família, filhos...). Uma sensação de que os “planos” feitos em outras épocas já deveriam ter sido totalmente realizados. Parecia que completar 30 anos significaria que já estaria “velha” pra sonhar e pra começar novas realizações.... Ainda bem que não fiquei muito tempo nessa “neura”, fui percebendo que nada pode me impedir de sonhar e realizar coisas. É uma delicia ter 29, 30, 31.... basta sabermos aproveitar as experiência já vividas.

Acho que estou numa fase boa de minha vida, mais consciente do que eu quero em relação a tudo. O mais legal dessa idade é ser nova pra muita coisa e já poder ter um pouco de nostalgia saudável, saudades de fases legais da minha vida.

E como as coisas atualmente estão evoluindo numa velocidade inacreditável, a gente se sente instigado sempre a acompanhar essa evolução, a nunca deixar a mente envelhecer ( o corpo até pode envelhecer... alias atualmente até isso estão conseguindo retardar ).

Bem, na verdade ainda consigo achar divertido, coisas mais típicas de criança/adolescente como ler historias em quadrinhos do Tio Patinhas, assistir desenhos animados, jogar videogames, ver filmes voltados pro público infanto-juvenil ...

E assim vou vivendo mesclando as responsabilidades da vida adulta com sonhos de menina... e seguindo o conceito de uma frase de um texto de Chico Xavier:

“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.”

domingo, 13 de julho de 2008

Albert Einstein

Texto de Einstein, no Livro "Como Vejo o Mundo"
Esse texto reflete muito do meu pensamento em relação a vida. Desde que o ouvi pela primeira vez, há mais de 15 anos, numa palestra Doutrinária do CEPE (Centro Espírita Paulo e Estêvão) achei impressionante a opinião do cientista ( que na época eu pensava ser "apenas" um grande gênio da física).

"Minha condição humana me fascina. Conheço o limite de minha existência e ignoro porque estou nessa terra, mas as vezes o pressinto. Pela experiência cotidiana, concreta e intuitiva, eu me descubro vivo para alguns homens, porque o sorriso e a felicidade deles me condicionam inteiramente, mas ainda para outros que, por acaso, descobri terem emoções semelhantes as minhas.

E cada dia, milhares de vezes, sinto minha vida- corpo e alma - integralmente tributária do trabalho dos vivos e dos mortos. Gostaria de dar tanto quanto recebo e não paro de receber. Mas depois experimento o sentimento satisfeito de minha solidão e quase demonstro má consciência ao exigir ainda alguma coisa de outrem. Vejo os homens se diferenciarem pelas classes sociais e sei que nada as justifica a não ser pela violência. Sonho ser acessível e desejável para todos uma vida simples e natural, de corpo e de espírito

Recuso-me a crer na liberdade e neste conceito filosófico. Eu não sou livre, e sim as vezes constrangido por pressões estranhas a mim, outras vezes por convicções íntimas. Ainda jovem, fiquei impressionado pela máxima de Schopenhauer: " O homem pode, é certo, fazer o que quer, mas não pode querer o que quer"; e hoje, diante do espetáculo aterrador das injustiças humanas, esta moral me tranqüiliza e me educa. Aprendo a tolerar aquilo que me faz sofrer. Suporto então melhor meu sentimento de responsabilidade. Ele já não me esmaga e deixo de me levar, a mim ou aos outros, a sério demais. Vejo então o mundo com bom humor. Não posso me preocupar com o sentido ou a finalidade de minha existência, nem da dos outros, porque, do ponto de vista estritamente objetivo, é absurdo. E no entanto, como homem, alguns ideais dirigem minhas ações e orientam meus juízos. Porque jamais considerei o prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a instintos de grupo....."

sábado, 5 de julho de 2008

Teoria

Teoria

Biquini Cavadão


Eu sei que a vida inteira
Vou procurar desculpas pra mim mesmo
Pra tudo que eu faço, e o que fizer,
Das culpas me desfaço

Razões, as mais sinceras,
Vou formular, como se fosse teoria
E terei uma certeza que eu criei
E a mim mesmo explicaria

Mas tudo que eu faço hoje
Não é diferente do que antes eu fazia
Eu convencia o mundo inteiro
Só a mim mesmo, não convencia
Se tudo fosse teoria....

Eu quero explicar a todos o que sinto
Mas pareço acreditar que o tempo todo estou mentindo
Se Deus me explicasse, ao menos me conformaria
Mas como acreditar se Deus também é teoria