domingo, 13 de julho de 2008

Albert Einstein

Texto de Einstein, no Livro "Como Vejo o Mundo"
Esse texto reflete muito do meu pensamento em relação a vida. Desde que o ouvi pela primeira vez, há mais de 15 anos, numa palestra Doutrinária do CEPE (Centro Espírita Paulo e Estêvão) achei impressionante a opinião do cientista ( que na época eu pensava ser "apenas" um grande gênio da física).

"Minha condição humana me fascina. Conheço o limite de minha existência e ignoro porque estou nessa terra, mas as vezes o pressinto. Pela experiência cotidiana, concreta e intuitiva, eu me descubro vivo para alguns homens, porque o sorriso e a felicidade deles me condicionam inteiramente, mas ainda para outros que, por acaso, descobri terem emoções semelhantes as minhas.

E cada dia, milhares de vezes, sinto minha vida- corpo e alma - integralmente tributária do trabalho dos vivos e dos mortos. Gostaria de dar tanto quanto recebo e não paro de receber. Mas depois experimento o sentimento satisfeito de minha solidão e quase demonstro má consciência ao exigir ainda alguma coisa de outrem. Vejo os homens se diferenciarem pelas classes sociais e sei que nada as justifica a não ser pela violência. Sonho ser acessível e desejável para todos uma vida simples e natural, de corpo e de espírito

Recuso-me a crer na liberdade e neste conceito filosófico. Eu não sou livre, e sim as vezes constrangido por pressões estranhas a mim, outras vezes por convicções íntimas. Ainda jovem, fiquei impressionado pela máxima de Schopenhauer: " O homem pode, é certo, fazer o que quer, mas não pode querer o que quer"; e hoje, diante do espetáculo aterrador das injustiças humanas, esta moral me tranqüiliza e me educa. Aprendo a tolerar aquilo que me faz sofrer. Suporto então melhor meu sentimento de responsabilidade. Ele já não me esmaga e deixo de me levar, a mim ou aos outros, a sério demais. Vejo então o mundo com bom humor. Não posso me preocupar com o sentido ou a finalidade de minha existência, nem da dos outros, porque, do ponto de vista estritamente objetivo, é absurdo. E no entanto, como homem, alguns ideais dirigem minhas ações e orientam meus juízos. Porque jamais considerei o prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a instintos de grupo....."

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